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O Desafio à Lei e o Peso das Nossas Escolhas

  Você já parou para pensar que ninguém fica impune quando desafia as leis eternas do amor e da compreensão ? A história do "Guardião da Meia-Noite" nos ensina que o tormento não é um castigo externo, mas o resultado direto de nossos próprios instintos não controlados e vícios cultivados. No livro, o personagem central, outrora um poderoso Barão, revela como seus erros e preconceitos na carne geraram um pesadelo que o perseguiu mesmo após a morte. Ele nos mostra que o Umbral (ou purgatório) não é apenas um lugar, mas um estado mental — a materialização dos medos e monstros que alimentamos no subconsciente durante nossa passagem pela Terra. Mas a mensagem mais poderosa não é sobre a queda, e sim sobre a ascensão . Mesmo nas regiões mais densas e sombrias, existe a oportunidade de servir à Luz. O Guardião transformou sua dor em missão: Passou a auxiliar outros espíritos caídos para compensar os erros do passado. Descobriu que, na hierarquia espiritual, ser um "Guar...

O Despertar que parece Morte, mas é Vida



Um médium cansado e reflexivo, desanimado em um quarto escuro, recebe o consolo e a luz dourada de um mentor espiritual amoroso que estende as mãos sobre ele.
Não te perturbes
“E o mandamento que era para a vida, achei eu que me era para a morte.” – Paulo. (Romanos, 7:10.)


Muitas vezes, ao iniciarmos o caminho do autoaperfeiçoamento ou do estudo mediúnico, somos assaltados por uma sensação estranha. Em vez da paz imediata que esperávamos, encontramos o conflito. Em vez de facilidades, deparamo-nos com o peso das nossas próprias sombras. É nesse estado de alma que as palavras do Apóstolo Paulo ressoam com uma honestidade cortante: "E o mandamento que era para a vida, achei eu que me era para a morte." (Romanos, 7:10).

O que Paulo sentiu, e o que muitos de nós sentimos no silêncio da nossa caminhada, é o impacto do choque da luz contra a nossa escuridão milenar. Quando o "mandamento" — que representa a lei do amor e do dever — chega ao nosso conhecimento, ele vem para nos dar vida eterna. No entanto, para que essa vida nova floresça, o "homem velho" que habita em nós precisa morrer. E essa morte dói.

Emmanuel nos ensina que não devemos nos perturbar com esse processo. O que hoje nos fere, o que nos parece uma sentença de morte para os nossos desejos e ilusões, é, na verdade, o remédio necessário para a nossa cura definitiva. A perturbação surge porque ainda estamos apegados às formas antigas de caminhar. Quando a luz da verdade brilha, ela denuncia as nossas imperfeições e, num primeiro momento, isso nos traz desconforto e tristeza.

"Não te perturbes", diz o mentor. Se a lei divina hoje te pede sacrifício, se o trabalho espiritual te exige renúncia, não veja isso como o fim, mas como o início da verdadeira existência. A sombra que você projeta hoje nada mais é do que a prova de que a luz está brilhando às suas costas, pronta para te envolver por completo.

Confie na justiça de Deus, que nunca se engana de endereço. Se a dor bate à sua porta, ela não vem como carrasco, mas como instrutora. O que hoje te parece morte das tuas esperanças é, em verdade, o nascimento da tua fé inabalável. O mandamento é para a vida. Aceite o processo de transformação com a serenidade de quem sabe que, após a noite mais densa da alma, o amanhã de Deus é feito de luz inesgotável.

Francisco Cândido Xavier
Fonte Viva - Emmanuel

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