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O Perigo do Toque no Transe Mediúnico


Muitas vezes, ao participarmos de uma reunião de assistência espiritual, encaramos o fenômeno mediúnico apenas pelo prisma do sentimento, mas as fontes revelam que estamos diante de uma engenharia psíquica de alta precisão. No momento do intercâmbio, o Espírito funciona como um dínamo complexo, estabelecendo um circuito vivo entre dois mundos. O pensamento de aceitação do médium atua como o fio condutor que fecha esse gerador mediúnico, permitindo que a energia flua entre o emissor e o receptor.

O que muitos ignoram é que esse circuito mediúnico é tecnicamente classificado como "fortemente indutivo", o que significa que ele armazena e acumula uma carga de energia mento-eletromagnética durante a comunicação. É por esse motivo que tocar no médium ou interrompê-lo de forma brusca é extremamente perigoso, pois o circuito se opõe a mudanças repentinas na corrente. O impacto de uma interrupção violenta é comparado a um "curto-circuito" ou a tentativa de parar um ventilador ligado com as mãos, onde a inércia da energia causa o dano.

Quando ocorre um toque inesperado, a energia acumulada provoca uma descarga magnética violenta. Esse fenômeno gera as chamadas "extracorrentes magnéticas", que golpeiam o sistema nervoso e o corpo espiritual do médium. As consequências técnicas são desajustes e perturbações físicas e emocionais que podem resultar em enfermidades e desequilíbrios de difícil catalogação.

No nível biológico invisível, o choque magnético provoca o desperdício súbito da substância tigróide (corpúsculos de Nissl), que é o combustível essencial das células nervosas para os processos da inteligência. Além disso, o contato físico em um espaço onde a sensibilidade está exteriorizada faz com que o médium registre a dor do golpe em seu corpo espiritual, queixando-se disso através da língua física. Esse toque brusco rompe o halo de forças da aura e causa microlesões na malha fluídica do perispírito, que podem levar dias para cicatrizar.

Para garantir a segurança, as fontes recomendam que a comunicação nunca seja interrompida de "chofre", mas sim que sua intensidade seja atenuada gradualmente até o término. O silêncio e a harmonia do ambiente são requisitos técnicos para evitar o que se chama de "rebatimento" violento de energia. Respeitar o isolamento do médium em serviço é, portanto, uma norma de segurança para preservar o "maquinismo" delicado da alma que serve de ponte para a luz.

.A Inconsciência do Mecanismo

O médium pode parecer bem logo após a assistência: muitos trabalhadores "não têm consciência do mecanismo intrínseco e do custo dessas operações para o seu próprio sistema nervoso".

  • O médium pode até desenvolver um reflexo condicionado prejudicial, habituando-se ao toque para sentir que o transe terminou, mas isso não impede que a "fatura" biológica chegue mais tarde na forma de esgotamento.

Em resumo: O desligamento deve ser sempre um "pouso suave" e gradual. Quando esse processo é violado pelo toque físico constante, o médium literalmente "queima" suas reservas nervosas e magnéticas, resultando em um estado de prostração física e mental persistente. 

Ele viverá sob pressão magnética inadequada, queimando reservas que são fundamentais para sua saúde física e equilíbrio mental, podendo de fato atingir um estado patológico persistente se a segurança do intercâmbio não for respeitada.

 

Referências Bibliográficas

  • XAVIER, Francisco Cândido. Missionários da Luz. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira (FEB).
  • XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Mecanismos da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira (FEB).
  • XAVIER, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira (FEB).
  • ESTUDO APROFUNDADO. Mecanismos da Mediunidade - Parte 1. Material de apoio didático.

 





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