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O Desafio à Lei e o Peso das Nossas Escolhas

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Reflexão- Para A Tarefa do Dialogador

Texto extraído do livro “Qualidade na prática mediúnica” – Projeto Manoel Philomeno de Miranda – Ed. Leal

Qual o requisito para ser um bom doutrinador e como se conduzir nessa função?

Divaldo Franco: Para ser um bom doutrinador, a boa vontade não basta. Como afirmava Goethe, nada é pior que alguém com boa vontade, mas sem discernimento de ação. É necessário saber desempenhar a função para não criar confusão mental no Espírito e desgaste no médium.

O doutrinador deve evitar discursos longos ou detalhes irrelevantes. O segredo está no bom senso. Ao invés de falar antes do comunicante, a técnica ideal é ouvir primeiro, auscultar a dor da Entidade e, só então, orientá-la como um conselheiro, jamais como um discutidor.

Princípios Práticos da Doutrinação:

  • Objetividade e Concisão: Alguém em sofrimento não compreende teses complexas. Seja breve.
  • Escuta Ativa: Deixe o Espírito falar para avaliar sua real necessidade.
  • Foco no Problema: Se alguém chega com "dor de cabeça", dê o remédio específico (o consolo ou esclarecimento direto) em vez de palestras doutrinárias.
  • Preservação do Médium: Discussões intermináveis desgastam o medianeiro. O doutrinador deve ser o guardião desse equilíbrio.

O objetivo final é encaminhar o comunicante ao autodescobrimento. O remédio deve ser específico para o paciente. Quando o doutrinador mantém a calma e a lucidez, ele sintoniza com o seu Mentor e consegue oferecer a palavra que realmente liberta.

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